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Coleta, preparação e fixação das amostras celulares

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Fontes de erro

Um capítulo foi dedicado a orientações para coleta de uma amostra celular, fixação e processamento de preparações convencionais e em base de líquida. Aqui discutimos fontes de erro durante esta fase do processo.

Condição clínica do paciente no momento da amostragem

  • As amostras recolhidas durante, ou nos poucos dias antes ou depois, a menstruação pode conter células endometriais degenerados que são uma armadilha potencial para  erros de interpretação citológica.
  • Alterações citológicas pós-parto podem ser enganosas.
  • Infecções ativas, tais como Trichomomas, são potenciais fontes de erro à citológia.
  • Os sintomas sugestivos de câncer cervical devem ser investigados clinicamente independentemente do resultado de citologia: câncer clínico pode levar a resultados falso- negativos  à citologia.

 

  • Os sintomas sugestivos de câncer cervical devem ser investigados e tratados clinicamente
  • Câncer clinicamente evidente  pode levar a resultados falso- negativos à citologia.

 

Visualização do colo do útero e coleta da amostra

  • Amostragem inadequada é uma causa importante de falso-negativos em citologia e na presença de uma anormalidade conhecido no colo do útero (Renshaw 2000).
  • O colo pode ser difícil de visualizar, caso em que a amostra pode ser feita as “cegas” e não ser representativa da zona de transformação.
  • Se o tampão mucoso não é retirado, para certificar-se que a espátula / escova está em contato direto com a superfície epitelial, muco e células inflamatórias podem obscurecer as células, resultando em uma amostra inadequada.
  • Se cinco rotações 360 graus sobre o dispositivo de coleta não são feitas, a amostra pode não ser representativa de uma anormalidade no colo do útero

 

Amostragem incompleta do colo do útero é uma causa importante de falso-negativos à citologia 

 

Perda de células a partir do dispositivo de amostragem

  • Ao preparar um esfregaço convencional, as células sobre a espátula é diretamente transferida para a lâmina de vidro, mas a maior parte da amostra pode permanecer na espátula e ser descartada com ela (Huchinson et al.1999).
  • Citologia em meio líquido elimina em grande parte, este problema porque a totalidade da amostra é transferida para o meio líquido. Algumas células podem ser descartadas na escova do SurePath se não for deixado no frasco como recomendado com essa técnica (Bigras et al., 2003).
  • As células podem ser perdidas na escova do ThinPrep (Umana et al. 2013) e é preciso ter cuidado para lavar a escova com cuidado antes de descartá-la, que é o procedimento recomendado para essa técnica.

 

Lesões dentro do canal cervical ou lesões pequenas

  • Pequenas lesões podem estar localizadas no alto do canal endocervical e pode estar fora do alcance da espátula, cotonete ou escova.

 

Preparação e fixação de esfregaços convencionais

  • Interpretação de células anormais será comprometida ou pode até ser impossível se um esfregaço convencional não é fixado antes de as células secarem ao ar, o que afeta a coloração e preservação dos detalhes nuclear. Citologia em base líquida evita este problema e é uma das suas principais vantagens.

 

Etiquetas da amostra (lâmina ou frasco) e completando o formulário de pedido do exame

  • Resultados de citologia  exigem informação clínica exata: erros de interpretação e recomendações citológicas inadequadas podem  resultar por parte do laboratório quando fornecidas informações imprecisas
  • O local da amostra, o nome da paciente (escrito corretamente), data de nascimento, data da última menstruação, história de rastreamento prévio  e sintomas devem ser registradas corretamente no formulário de solicitação e correspondem às informações que contarão na lâmina ou frasco.

 

Métodos de CQ e GQ de coleta, preparação e fixação das lâminas

  • Formação e supervisão de novos tomadores de amostras  é essencial para garantir a coleta adequada de amostras celulares e fixação de esfregaços convencionais.
  • O treinamento deve incluir aos guidelines como os europeus  e NHSCSP (Arbyn et al 2007;. NHSCSP 2006b).
  • A supervisão deve estar disponível em base diária para casos em que há dificuldade em visualizar o colo do útero com acesso a clínicas especializadas, se necessário (CQ).
  • Comentários sobre formulários preenchidos incorretamente solicitação ou inconformidades com amostras – se necessário solicitar  repetições de exames (CQ).
  • Deve ser fornecido retorno dos resultados de citologia para as clínicas e os tomadores de amostra de forma individual com a finalidade de monitorar as taxas de amostras inadequadas (GQ).
  • Monitoramento de taxas de  inadequados  é útil para esfregaços convencionais, mas nem tanto para citologia em meio líquido desde que a maioria das amostras terá células suficientes para um relatório a ser emitido (GQ).
  • Taxas de amostras com e sem evidência de amostragem da zona de transformação pode ser usada para monitorar o desempenho dos tomadores de amostras tanto em citologia de base líquida como na convencional (Faraker & Greenfield 2013) (GC).

 

CQ e GQ de coleta de amostras celulares

  • Treinamento adequado dos tomadores de amostras
  • Acesso a orientações  escritas e ilustradas
  • Supervisão quando a visualização do colo do útero é difícil
  • Feedback dos resultados citológicos aos tomadores de amostras
  • Monitoramento das taxas de adequacidade da amostra e presença de de zona de transfromação nas amostras paras os tomadores de amostras e clínicos
  • Comunicação adequeada entre clínicos e laboratórios para evitar fontes óbvias de erro