{"id":6261,"date":"2023-04-20T08:22:07","date_gmt":"2023-04-20T08:22:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.eurocytology.eu\/course\/carcinoma-de-celulas-espumosas-scc\/"},"modified":"2023-04-20T08:22:07","modified_gmt":"2023-04-20T08:22:07","slug":"carcinoma-de-celulas-espumosas-scc","status":"publish","type":"course","link":"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/course\/carcinoma-de-celulas-espumosas-scc\/","title":{"rendered":"CARCINOMA DE C\u00c9LULAS ESPUMOSAS (SCC)"},"content":{"rendered":"<div data-object_id=\"6261\" class=\"cbxwpbkmarkwrap cbxwpbkmarkwrap_guest cbxwpbkmarkwrap_user_cat cbxwpbkmarkwrap-course \"><a  data-redirect-url=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/course\/6261\/\"  data-display-label=\"1\" data-show-count=\"1\" data-bookmark-label=\"Bookmark\"  data-bookmarked-label=\"Bookmarked\"  data-loggedin=\"0\" data-type=\"course\" data-object_id=\"6261\" class=\"cbxwpbkmarktrig  cbxwpbkmarktrig-button-addto\" title=\"Bookmark This\" href=\"#\"><span class=\"cbxwpbkmarktrig-label\" >Bookmark (<i class=\"cbxwpbkmarktrig-count\">0<\/i>)<\/span><\/a> <div  data-type=\"course\" data-object_id=\"6261\" class=\"cbxwpbkmarkguestwrap\" id=\"cbxwpbkmarkguestwrap-6261\"><div class=\"cbxwpbkmarkguest-message\"><a href=\"#\" class=\"cbxwpbkmarkguesttrig_close\"><\/a><h3 class=\"cbxwpbookmark-title cbxwpbookmark-title-login\">Please login to bookmark<\/h3><form name=\"loginform\" id=\"loginform\" action=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/wp-login.php\" method=\"post\"><p class=\"login-username\">\n\t\t\t\t<label for=\"user_login\">Nome de utilizador ou endere\u00e7o de email<\/label>\n\t\t\t\t<input type=\"text\" name=\"log\" id=\"user_login\" autocomplete=\"username\" class=\"input\" value=\"\" size=\"20\" \/>\n\t\t\t<\/p><p class=\"login-password\">\n\t\t\t\t<label for=\"user_pass\">Senha<\/label>\n\t\t\t\t<input type=\"password\" name=\"pwd\" id=\"user_pass\" autocomplete=\"current-password\" spellcheck=\"false\" class=\"input\" value=\"\" size=\"20\" \/>\n\t\t\t<\/p><p class=\"login-remember\"><label><input name=\"rememberme\" type=\"checkbox\" id=\"rememberme\" value=\"forever\" \/> Manter sess\u00e3o<\/label><\/p><p class=\"login-submit\">\n\t\t\t\t<input type=\"submit\" name=\"wp-submit\" id=\"wp-submit\" class=\"button button-primary\" value=\"Iniciar sess\u00e3o\" \/>\n\t\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"redirect_to\" value=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/course\/6261\/\" \/>\n\t\t\t<\/p><\/form><p class=\"cbxwpbookmark-guest-register\">No account yet? <a href=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/register\/?redirect_to=https%3A%2F%2Fwww.eurocytology.eu%2Fpt-pt%2Fwp-json%2Fwp%2Fv2%2Fcourse%2F6261%2F\">Register<\/a><\/p><\/div><\/div><\/div><p>Carcinoma francamente invasivo \u00e9 geralmente diagnosticada em mulheres com sintomas sugerindo c\u00e2ncer, mas a citologia pode \u00e0s vezes ser tomada como parte da investiga\u00e7\u00e3o. A citologia \u00e9 considerada n\u00e3o confi\u00e1vel no c\u00e2ncer cl\u00ednico porque a hemorragia e a inflama\u00e7\u00e3o associadas tendem a obscurecer o detalhe nuclear.<\/p>\n<p>Um estudo recente do NHS programa de rastreiamento cervical mostrou que a citologia em mulheres jovens sintom\u00e1ticas (20-29 anos) com c\u00e2ncer pode ser mais confi\u00e1vel do que se pensava anteriormente (Landy et al., 2015). Deve notar-se que a maioria dos canceres nessa idade s\u00e3o suscept\u00edveis de serem precoces (est\u00e1dio IA ou IB) em vez de canceres cl\u00ednicos avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>O carcinoma de c\u00e9lulas escamosas microinvasivo (est\u00e1gio IA) quase sempre se desenvolve em um fundo de extensa NIC3, que \u00e9 a anormalidade prov\u00e1vel de ser vista em amostras de citol\u00f3gicas. As mulheres com est\u00e1dio IA s\u00e3o suscept\u00edveis de ser assintom\u00e1ticos e ter o c\u00e2ncer detectado pela citologia.<\/p>\n<p>Mulheres com c\u00e2nceres invasivos precoce (IB1) tamb\u00e9m podem ser assintom\u00e1ticas e detectadas na citologia. Os canceres ocultos n\u00e3o s\u00e3o clinicamente evidentes quando \u00e9 coletada a amostra citol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Embora os sintomas devam ser sempre investigados seja qual for o resultado da citologia, um resultado anormal pode acelerar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"3\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"line-height: 34.4444px; width: 500px;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><strong>Citologia cervical em mulheres com canceres invasivos<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>Citologia pode n\u00e3o ser confi\u00e1vel em canceres clinicamente avan\u00e7ados;<\/li>\n<li>Carcinoma francamente invasivor s\u00f3 pode ser sugerido na citologia quando caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas de HSIL se sobrep\u00f5em;<\/li>\n<li>Carcinoma microinvasivo (est\u00e1gio IA) \u00e9 um diagn\u00f3stico que s\u00f3 pode ser feito na&nbsp; histologia;<\/li>\n<li>O carcinoma microinvasivo desenvolve-se geralmente num contexto de NIC3 generalizada, que \u00e9 a les\u00e3o detectada como HSIL na citologia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Citologia no carcinoma escamoso invasivo<\/strong><\/h3>\n<h4>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Num carcinoma francamente invasivo, a di\u00e1tese e \/ ou necrose do tumor \u00e9 provavelmente uma caracter\u00edstica. (\u00c9 raro encontrar malignidade com um fundo completamente limpo, mas pode acontecer). Di\u00e1tese \u00e9 o produto da lise do tecido necr\u00f3tico, que forma um precipitado granular e protein\u00e1ceo com colora\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel. \u00c0 medida que o tumor se decomp\u00f5e e ulcera, tende a hemorragia, ent\u00e3o o sangue e os seus subprodutos s\u00e3o observados em amostras malignas. Res\u00edduos nucleares e citoplasm\u00e1ticos como resultado da necrose, bem como o exsudato inflamat\u00f3rio, s\u00e3o uma caracter\u00edstica do fundo citol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A di\u00e1tese tumoral pode ser menos \u00f3bvia em em meio l\u00edquido em compara\u00e7\u00e3o com a citologia convencional; a maioria dos gl\u00f3bulos vermelhos e c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias ter\u00e3o sido removidas durante o processamento.<\/p>\n<p>A quantidade de material presente na amostra varia obviamente e isto \u00e9 devido \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o do tumor, ao seu tamanho, aos contaminantes citol\u00f3gicos associados (sangue, inflama\u00e7\u00e3o, necrose, etc.) e \u00e0 t\u00e9cnica de amostragem.<\/p>\n<p>Deve ser dada aten\u00e7\u00e3o na citologia quando a cl\u00ednica sugerir carcinoma invasivo.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>N\u00facleo<\/strong><\/h4>\n<p>A hiperchromasia \u00e9 uma caracter\u00edstica constante das c\u00e9lulas escamosas malignas.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o da cromatina varia nas c\u00e9lulas dentro dos mesmos grupos, len\u00e7\u00f3is ou c\u00e9lulas distribu\u00eddas isoladamente. Algumas c\u00e9lulas mostrar\u00e3o cromatina granular fina, outras cromatina granular grosseira e algumas ter\u00e3o cromatina opaca, marginada; sua distribui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 irregular. Clareamento nuclear e n\u00famero vari\u00e1vel de macro-nucl\u00e9olos podem estar presentes &#8211; especialmente em tumores pouco diferenciados.<\/p>\n<p>O n\u00famero de n\u00facleos por c\u00e9lula pode variar de um \u00fanico n\u00facleo para m\u00faltiplos n\u00facleos.<\/p>\n<p>Mitoses frequentes e mitoses at\u00edpicas s\u00e3o caracter\u00edsticas de malignidade invasiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Citoplasma<\/h4>\n<p>Conforme descrito e ilustrado abaixo, o citoplasma varia entre ser abundante e queratinizado e n\u00e3o queratinizado em carcinoma de grandes c\u00e9lulas a impercept\u00edvel como no carcinoma de pequenas c\u00e9lulas. Assim, a rela\u00e7\u00e3o N\/C varia entre estes tipos de carcinoma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"3\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"width:500px;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<h3><strong>Caracter\u00edsticas citol\u00f3gicas sugerindo carcinoma invasivo de c\u00e9lulas escamosas<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>Di\u00e1tese tumoral, hemorragia e necrose;<\/li>\n<li>N\u00facleos hipercrom\u00e1ticos pleom\u00f3rficos;<\/li>\n<li>Cromatina irregularmente distribu\u00edda com clareamento nuclear;<\/li>\n<li>Nucl\u00e9olos proeminentes, irregulares e ocasionalmente multiplos;<\/li>\n<li>Queratiniza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas e detritos de queratina;<\/li>\n<li>Mitoses frequentes.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Carcinoma de c\u00e9lulas escamosas queratinizante<\/strong><\/h3>\n<h4><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Devido \u00e0 natureza exof\u00edtica do SCC queratinizante, o tumor \u00e9 geralmente diretamente amostrado em vez de descamar ou esfoliar de modo que a apresenta\u00e7\u00e3o na prepara\u00e7\u00e3o citol\u00f3gica pode ser bastante limpa. A maioria das c\u00e9lulas tumorais ir\u00e1 apresentar-se isoladamente e em len\u00e7\u00f3is. Nas prepara\u00e7\u00f5es de LBC haver\u00e1 uma maior percentagem de c\u00e9lulas individuais devido \u00e0s for\u00e7as mec\u00e2nicas colocadas na amostra durante a prepara\u00e7\u00e3o. As c\u00e9lulas ter\u00e3o varia\u00e7\u00e3o de tamanho e formas bizarras \/ pleom\u00f3rficas. Queratina livre, paraqueratose e hiperqueratose podem ser vistas, bem como c\u00e9lulas queratinizadas isoladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>N\u00facleo<\/strong><\/h4>\n<p>Os n\u00facleos s\u00e3o hipercrom\u00e1ticos com cromatina irregular, granular, grosseira, e \u00e1reas claras. \u00c9 raro ver macron\u00facleos em c\u00e9lulas queratinizadas, mas eles podem ser vistos em c\u00e9lulas mal diferenciadas na mesma amostra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Citoplasma<\/strong><\/h4>\n<p>O citoplasma \u00e9 espesso, denso e refr\u00e1ctil. Importante \u00e9 que a densidade ir\u00e1 variar entre c\u00e9lulas malignas. A colora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 vari\u00e1vel mas deve existir um elevado n\u00famero de c\u00e9lulas malignas orangiof\u00edlicas em compara\u00e7\u00e3o com c\u00e9lulas bas\u00f3filas ou cianof\u00edlicas.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o N\/C \u00e9 vari\u00e1vel de c\u00e9lula para c\u00e9lula e pode ser baixa porque o citoplasma queratinizado pode ser abundante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Figure 9c-19 (a-c). Fundo de queratina no carcinoma de c\u00e9lulas escamosas<\/strong><\/p>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2596_1447677918.png?itok=lEDJi2-A\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(a) Vis\u00e3o de baixo aumento de uma amostra de LBC mostrando fragmentos de tecido, c\u00e9lulas orangiof\u00edlicas, grupamentos de polimorfos e detritos necr\u00f3ticos.<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2597_1447678049.png?itok=3-8NDSR6\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(b) Queratina livre em carcinoma de c\u00e9lulas escamosas queratinizante.<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2598_1447678109.png?itok=R2ikjsHL\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(c) rakeratose em grupamento de c\u00e9lulas degeneradas.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Figure 9c-20 (a-e) Tipos celulares no carcinoma de c\u00e9lulas escamosas queratinizante<\/strong><\/p>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2599_1447678226.png?itok=V_LHfBeZ\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(a) N\u00facleos m\u00faltiplos pleom\u00f3rficos em uma c\u00e9lula maligna com citoplasma abundante basof\u00edlico.<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2600_1447678283.png?itok=TkpKnykQ\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(b) N\u00facleos hipercrom\u00e1ticos angulados e citoplasma basof\u00edlico. A di\u00e1tese tumoral tamb\u00e9m est\u00e1 presente<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2601_1447678444.png?itok=3PJ0sqHZ\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(c) N\u00facleos pleom\u00f3rficos de tamanho vari\u00e1vel incluindo uma c\u00e9lula girino com citoplasma basof\u00edlico denso<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2602_1447678528.png?itok=YqvWymLz\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(d) C\u00e9lula queratinizada com citoplasma orangeof\u00edlico denso<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2603_1447678558.png?itok=JLB3d1gZ\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(e) C\u00e9lula girino com citoplasma basof\u00edlico.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Carcinoma de c\u00e9lulas escamosas n\u00e3o queratinizante<\/h3>\n<h4>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o pode variar entre carcinomas bem diferenciados e mal diferenciados. Os carcinomas n\u00e3o-queratinizantes bem diferenciados podem mostrar grupos celulares coesos com bordas celulares bem definidas semelhantes \u00e0s observadas na HSIL. Em carcinomas pouco diferenciados, as bordas celulares s\u00e3o indistintas e o citoplasma \u00e9 delicado e fr\u00e1gil. Pode ser muito dif\u00edcil distinguir um carcinoma n\u00e3o-queratinizante pouco diferenciado do adenocarcinoma. Os macron\u00facleos podem ou n\u00e3o estar presentes.<\/p>\n<p>A di\u00e1tese tumoral e uma resposta do hospedeiro (inflama\u00e7\u00e3o) s\u00e3o comuns em carcinomas de c\u00e9lulas escamosas n\u00e3o queratinizantes. Dependendo da t\u00e9cnica de amostragem, pode haver material abundante na citologia. Devido \u00e0 natureza vascular dos tumores, o sangramento ocorre frequentemente durante a amostragem, ent\u00e3o a amostra pode ser hemorr\u00e1gica.<\/p>\n<div>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>N\u00facleo<\/strong><\/h4>\n<p>Os n\u00facleos s\u00e3o hipercrom\u00e1ticos com varia\u00e7\u00e3o de tamanho e forma. Quando distribu\u00eddos em grupos ou len\u00e7\u00f3is, os n\u00facleos ser\u00e3o aglomerados e sobrepostos com perda de polaridade.<\/p>\n<p>A cromatina \u00e9 geralmente grosseira, granular e irregularmente distribu\u00edda ao longo dos n\u00facleos &#8211; mas pode parecer regularmente distribu\u00edda em alguns casos.<\/p>\n<p>Nucl\u00e9olo s\u00e3o geralmente proeminentes. Os macron\u00facleos podem ser uma caracter\u00edstica: eles s\u00e3o distribu\u00eddos de forma desigual e variam em n\u00famero dentro dos n\u00facleos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Citoplasma<\/strong><\/h4>\n<p>O citoplasma \u00e9 levemente bas\u00f3filo em carcinomas n\u00e3o-queratinizantes bem diferenciados e pode ser impercept\u00edvel e incolor em um carcinoma pouco diferenciado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Figure 9c-21 (a-d). Non-keratinising squamous cell carcinoma<\/strong><\/p>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2604_1447678599.png?itok=61ZkF1jf\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(a) Di\u00e1tese tumoral observada ao lado de c\u00e9lulas severamente discari\u00f3ticas com nucl\u00e9olos proeminentes numa prepara\u00e7\u00e3o de LBC.<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2605_1447678650.png?itok=VBHIttD-\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(b) C\u00e9lulas severamente discari\u00f3ticas com nucl\u00e9olos proeminentes e clareamento nuclear. Tamb\u00e9m \u00e9 vis\u00edvel a di\u00e1tese tumoral.<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2606_1447678692.png?itok=I7GBo0bZ\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(c) N\u00facleos que sugerem carcinoma com membranas irregulares proeminentes, cromatina irregular e clareamento nuclear.<\/figcaption><\/figure>\n<figure><a data-toggle=\"modal\" href=\"#modal-container-2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1081\" src=\"http:\/\/www.eurocytology.eu\/sites\/default\/files\/styles\/max\/public\/images\/2607_1447678731.png?itok=KOLt_Dat\" width=\"1440\" \/><\/a><figcaption>(d) Grupo de c\u00e9lulas hipercrom\u00e1ticas aglomeradas em carcinoma de c\u00e9lula escamosa n\u00e3o-queratinizante bem diferenciado mostrando caracter\u00edsticas de discariose grave nas margens do grupo. Esta apar\u00eancia n\u00e3o pode ser distinguida da HSIL.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h3>Carcinoma de c\u00e9lulas pequenas (neuroend\u00f3crino)<\/h3>\n<h4>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>O termo carcinoma de c\u00e9lulas pequenas refere-se a carcinomas altamente agressivos com diferencia\u00e7\u00e3o neuroend\u00f3crina. Estes carcinomas s\u00e3o raros (&lt;2% dos canceres cervicais invasivos) e s\u00e3o semelhantes aos carcinomas de pequenas c\u00e9lulas do pulm\u00e3o. Eles raramente s\u00e3o diagnosticados em citologia (Ciesla et al., 2001). Citologicamente, estes tumores apresentam c\u00e9lulas hipercrom\u00e1ticas dispersas de tamanho pequeno a m\u00e9dio com citoplasma escasso e uma rela\u00e7\u00e3o N\/C elevada. Podem ser vistos grupamentos frouxos e coesos com moldagem nuclear. A di\u00e1tese tumoral est\u00e1 normalmente presente. As c\u00e9lulas dentro dos grupos&nbsp; est\u00e3o aglomeradas e com irregularidade da arquitetura. sangramento \u00e9 frequentemente associado a este tumor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>N\u00facleo<\/h4>\n<p>Os n\u00facleos s\u00e3o pequenos, redondos a ovais e de tamanho relativamente uniforme. Eles s\u00e3o hipercrom\u00e1ticos, mas o grau de hipercromassia varia entre as c\u00e9lulas. A cromatina \u00e9 finamente granular e irregularmente dispersa com cromocentros proeminentes mas nucl\u00e9olos impercept\u00edveis. Moldagem nuclear \u00e9 vista nos grupamentos celulares. Mitoses podem ser frequentes.<\/p>\n<p>Os n\u00facleos s\u00e3o maiores (duas vezes o tamanho de um n\u00facleo de c\u00e9lula intermedi\u00e1ria normal) do que o descrito no tipo de HSIL de pequenas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Citoplasma<\/h4>\n<p>O citoplasma \u00e9 escasso, delicado, com margens indistintas.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div data-object_id=\"6261\" class=\"cbxwpbkmarkwrap cbxwpbkmarkwrap_guest cbxwpbkmarkwrap_user_cat cbxwpbkmarkwrap-course \"><a  data-redirect-url=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/course\/6261\/\"  data-display-label=\"1\" data-show-count=\"1\" data-bookmark-label=\"Bookmark\"  data-bookmarked-label=\"Bookmarked\"  data-loggedin=\"0\" data-type=\"course\" data-object_id=\"6261\" class=\"cbxwpbkmarktrig  cbxwpbkmarktrig-button-addto\" title=\"Bookmark This\" href=\"#\"><span class=\"cbxwpbkmarktrig-label\" >Bookmark (<i class=\"cbxwpbkmarktrig-count\">0<\/i>)<\/span><\/a> <div  data-type=\"course\" data-object_id=\"6261\" class=\"cbxwpbkmarkguestwrap\" id=\"cbxwpbkmarkguestwrap-6261\"><div class=\"cbxwpbkmarkguest-message\"><a href=\"#\" class=\"cbxwpbkmarkguesttrig_close\"><\/a><h3 class=\"cbxwpbookmark-title cbxwpbookmark-title-login\">Please login to bookmark<\/h3><form name=\"loginform\" id=\"loginform\" action=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/wp-login.php\" method=\"post\"><p class=\"login-username\">\n\t\t\t\t<label for=\"user_login\">Nome de utilizador ou endere\u00e7o de email<\/label>\n\t\t\t\t<input type=\"text\" name=\"log\" id=\"user_login\" autocomplete=\"username\" class=\"input\" value=\"\" size=\"20\" \/>\n\t\t\t<\/p><p class=\"login-password\">\n\t\t\t\t<label for=\"user_pass\">Senha<\/label>\n\t\t\t\t<input type=\"password\" name=\"pwd\" id=\"user_pass\" autocomplete=\"current-password\" spellcheck=\"false\" class=\"input\" value=\"\" size=\"20\" \/>\n\t\t\t<\/p><p class=\"login-remember\"><label><input name=\"rememberme\" type=\"checkbox\" id=\"rememberme\" value=\"forever\" \/> Manter sess\u00e3o<\/label><\/p><p class=\"login-submit\">\n\t\t\t\t<input type=\"submit\" name=\"wp-submit\" id=\"wp-submit\" class=\"button button-primary\" value=\"Iniciar sess\u00e3o\" \/>\n\t\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"redirect_to\" value=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/course\/6261\/\" \/>\n\t\t\t<\/p><\/form><p class=\"cbxwpbookmark-guest-register\">No account yet? <a href=\"https:\/\/www.eurocytology.eu\/pt-pt\/register\/?redirect_to=https%3A%2F%2Fwww.eurocytology.eu%2Fpt-pt%2Fwp-json%2Fwp%2Fv2%2Fcourse%2F6261%2F\">Register<\/a><\/p><\/div><\/div><\/div><p>Carcinoma francamente invasivo \u00e9 geralmente diagnosticada em mulheres com sintomas sugerindo c\u00e2ncer, mas a citologia pode \u00e0s vezes ser tomada como parte da investiga\u00e7\u00e3o. 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